quinta-feira, 5 de agosto de 2010

MEC fechará curso de medicina da Unisa (Danuza Peixoto)

CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO

Começou o processo de desativação do curso de medicina da Unisa (Universidade de Santo Amaro), uma das mais tradicionais entidades privadas de ensino médico do país, fundada em 1968.

A decisão do Ministério da Educação, publicada ontem no "Diário Oficial da União", suspende o ingresso de novos alunos; quem já está fazendo o curso na universidade poderá concluí-lo.

A Unisa informa que irá recorrer da medida.

Entre os ex-alunos famosos do curso está o cardiologista Roberto Kalil, médico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos candidatos à Presidência Dilma Rousseff e José Serra, que se formou na universidade em 1985.

Hoje, o curso tem 480 alunos, que pagam mensalidades de R$ 3.424. Na avaliação do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) de 2007, seu conceito foi 3, considerado mediano.

A crise na Unisa se acirrou no final de 2008, quando 50 dos 150 docentes do curso de medicina foram demitidos.

Em seguida, alegando falta de condições de trabalho e ensino gerada pelas demissões, cerca de 70 residentes paralisaram o atendimento no Hospital do Grajaú e no Hospital Escola Wladimir Arruda, que funciona como hospital de ensino da Unisa.

Surpreendida

No início do ano passado, uma vistoria do Cremesp (Conselho Regional de Medicina) concluiu que havia deficit de preceptores --supervisores de residentes-- em todas as clínicas, "com evidentes prejuízos à formação de internos e residentes".

Segundo a Sesu (Secretaria de Educação Superior), no final de maio de 2009, foi assinado um termo em que a instituição se comprometia a sanar até o final dezembro vários problemas que afetavam a qualidade do ensino.

O acordo previa, entre outros, aumento do total de docentes, plano de capacitação dos professores, ampliação de laboratórios e atualização do acervo bibliográfico.

Neste ano, informa a Sesu, a comissão do MEC fez nova avaliação do curso e concluiu que a Unisa não cumpriu "satisfatoriamente" o acordo; por isso, iniciou-se o processo de desativação.

"Há possibilidade da ocorrência de lesão irreparável ou de difícil reparação ao direito da coletividade representada pelos alunos e possíveis ingressantes no curso", diz trecho da portaria.

Em nota, a reitoria da Unisa informa ter sido "surpreendida" pela decisão e que recorrerá tão logo receba a nota técnica do MEC.

sábado, 24 de julho de 2010

Que tal investir no ensino à distância? (Danuza Peixoto)

Fonte: Revista Ouse/ ed.6

Não

Cezar Britto, ex-presidente do Conselho Federal da OAB:

“Não pode haver dúvida sobre a qualidade técnica do advogado. Assim, a formação desse pro fissional deve ser baseada em todos os preceitos básicos da educação tradicional. Uma defesa mal-fundamentada pode pôr a perder todos os princípios de um pro ssional. O ensino de qualidade deve ser controlado pelo MEC, o que não tem ocorrido com os cursos tradicionais, o que dirá com os de ensino à distância. O que se vê são milhares e milhares de universidades caça-níqueis que estão mais interessadas em aumentar o seu número de alunos e não na qualidade do seu corpo docente e na sua estrutura. Autorizar o curso à distância é aumentar o caos que já existe na situação atual da educação, principalmente em relação aos cursos de Direito. Porém, caso haja uma boa fiscalização do Ministério da Educação, um bom investimento das instituições em infraestrutura e, principalmente, no seu corpo docente, eu acredito que esta possa ser uma boa alternativa para cursos de especialização, mas não para a graduação”.

Sim

José de Sá, docente da Faculdade de Comunicação e da FAGES da Universidade Metodista de São Paulo:

“Assim como nos cursos tradicionais, é preciso saber escolher a universidade. Existem instituições sérias, que investem na sua estrutura e no seu corpo docente, que deve ser altamente especializado. Não basta dominar formas de ensino, mas também algumas técnicas de televisão, por exemplo. Mas o principal segredo está na fiscalização do Ministério da Educação, que deve regulamentar esses cursos e ficar atento para que eles sigam todas as normas estabelecidas. Também é muito importante que o aluno tenha maturidade su ficiente para criar o seu próprio plano de estudo, já que não terá o professor para lhe auxiliar sempre. Maturidade é item fundamental, por isso os alunos com mais idade costumam se sair melhor com este tipo de ensino. Outro ponto interessante é o acesso, já que este meio facilita a qualquer aluno, esteja ele distante o quanto estiver, assistir à aula pela Internet. Essa forma de ensino dá esperança às pessoas, faz com que elas cresçam, atinjam novos objetivos. Existem alunos com 40, 50 anos que estão se graduando. Basta responsabilidade e maturidade”.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Pela Fundamentação Substancial da Norma Jurídica: Elementos para uma abordagem transdisciplinar do direito positivo - Lucas André V. C. de Siqueira

Pertenece a: BDTD Ibict

Descripción:

Este trabalho tem por objeto a discussão dos quadrantes da Ciência Jurídica em seus elementos e repercussão fundamentais: a identificação da juridicidade normativa e a previsibilidade e condicionamento possíveis teoricamente do conteúdo das normas jurídicas, em especial da decisão judicial, cuja formulação razoável é mesmo o propósito dogmático.

Identifica, perquirindo por suas razões, em sua primeira parte, o formalismo ínsito da Ciência Jurídica e o relativo insucesso dos estudos empreendidos no sentido de uma fundamentação substancial do discurso normativo.

Nas perspectivas integradoras do fenômeno jurídico, procura suas ratio essendi e ratio cognoscendi para, reafirmando-as, através delas apontar os elementos necessários a uma nova ordem de estudos.

Após, enfim, propugna abertamente por uma recolocação da problemática científica do direito, afirmando a necessidade de uma análise transdisciplinar dela, por imperativo da própria pós-modernidade científica,incorporando-se os elementos retóricos como mais adequada metodologia à consecução de seus fins e, por essa forma, afirmando a possibilidade teórica de um critério material para reconhecimento da juridicidade

Autor(es): Lucas André Viegas Carvalho de Siqueira -


Fonte:

http://biblioteca.universia.net/ficha.do?id=14029350

Clique no LINK supra para conferir

sábado, 13 de março de 2010

Resposta de um fisioterapeuta ao ATO MÉDICO!‏

> Marco Tulio Saldanha dos Anjos
>
> Fisioterapeuta
>

> CREFITO-4 51246-F


“Caros senhores favoráveis ao Ato Médico,
>
>
>
> Se o grande problema é “prescrever”, por favor, preciso que me
> prescrevam um tratamento fisioterapêutico para um paciente de 45 anos
> com uma tendinopatia crônica do tendão do músculo supra-espinhoso,
> apresentando calcificação no tendão. Ele apresenta história ocupacional
> de trabalho com elevação dos membros superiores acima do nível da
> cabeça (é vendedor de loja de roupas).
>
> Como é ex-jogador de voleibol, desenvolveu lesão do nervo
> supra-escapular, que culminou numa atrofia do músculo infra-espinhoso.
> Devido a distúrbios hormonais, desenvolveu osteoporose. Na avaliação,
> apresentou restrição da
mobilidade da cápsula posterior do ombro,
> fraqueza dos músculos rotadores internos do úmero (grau 3), além de
> fraqueza de serrátil anterior e trapézio
fibras inferiores (graus 4
> para os dois músculos). A articulação esterno-clavicular também tem sua
> mobilidade diminuída.
>
> O que devo fazer, Dr.? Como posso fazer para restaurar a mobilidade
> da articulação? O que é mais indicado: mobilização articular ou
> alongamento? No caso de ser mobilização, que grau devo utilizar? No
> caso de ser alongamento, é preferível o alongamento ser estático ou
> balístico? Ou seria melhor utilizar de contração-relaxamento? Qual o
> tempo adequado de manutenção do alongamento? Ou será que é tudo
> contra-indicado, devido à osteoporose?
>
> Com relação ao fortalecimento dos rotadores internos do úmero, qual
> exercício seria mais indicado
para fortalecer o músculo sub-escapular,
> importante na estabilização dinâmica da articulação gleno-umeral? Devo
> usar thera-band, halteres,
resistência manual ou simplesmente realizar
> exercícios ativos livres?
>
> Com relação ao serrátil anterior qual exercício seria mais indicado?
> Push-ups? Protração resistida? Exercícios ativos apenas, simulando
> atividades funcionais e procurando evitar movimentos escapulares
> anormais? Tudo isso? Nada disso? E se ele utilizar de compensações para
> a realização dos exercícios, como devo proceder?
>
> Com relação ao trapézio inferior, é melhor fazer o exercício contra
> ou a favor da gravidade? Devo ou não utilizar de movimentos
> ativo-assistidos?
>
> Qual o melhor exercício? Existe tal exercício? No caso da restrição da
> articulação esterno-clavicular, é necessário corrigir
essa alteração de
> mobilidade? Se for, é possível corrigí-la? Como proceder. Tem
> contra-indicações ou precauções?
>
>
Não podemos esquecer de tratar também o tecido lesado (tendão do
> supra-espinhoso). Ele apresenta dor moderada ao elevar o membro
> superior D acima de 90 graus, que diminui a praticamente zero ao
> abaixar o braço. É necessára analgesia? Se for, que forma TENS? Qual a
> modulação (frequência, comprimento de onda, duração e intensidade)? Ou
> será que crioterapia é melhor? Em qual forma de aplicação? Por quanto
> tempo? Ou será que nenhuma analgesia é necessária?
>
> O que posso fazer para estimular o reparo do tendão? US (quantos
> MHz? Quantos W/cm2? Por quanto tempo? Onde aplicar?), Laser (qual a
> intensidade? duração? tem contra-indicações?), exercícios (excêntricos,
> concêntricos, isométricos,
resisitidos, livres? Quantas séries e
> repetições? Qual o intervalo entre séries? Quantos RM? Devo fazer todos
> os dias ou não? É
contra-indicado exercício?).
>
> Como posso fazer um exercício para supra-espinhoso?
>
> Por favor, repassem essa mensagem com urgência para todos os médicos
> com competência para me ajudar, pois estou com o paciente afastado do
> trabalho por invalidez e continuo aguardando a “prescrição médica da
> fisioterapia”, já que sem a “prescrição médica”, segundo o ato médico,
> não posso fazer nada e nós todos os brasileiros, inclusive os médicos,
> estamos pagando para ele não trabalhar. Não deixemos esse afastamento
> virar aposentadoria!
>
>
>
> Concluindo
>
> Sim ao ato médico, desde que os médicos estudem na faculdade todo o
> conteúdo que outras 13 profissões da área de saúde têm em seu currículo.
>
>
>
> Marco Tulio Saldanha dos Anjos
>
> Fisioterapeuta
>

> CREFITO-4 51246-F
>
>
> Extraído: http://www.revistavigor.com.br/2010/01/17/resposta-de-um-fisioterapeuta-ao-ato-medico/
>

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Enem: Último dia para mudar local da prova

A TARDE On Line

Esta quarta-feira, 14, é o último dia para os inscritos no Enem pedirem a mudança de local onde farão as provas. Para isso, deve-se acessar o site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) (Clique aqui e acesse a página).

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), os novos locais das provas serão confirmados aos candidatos pelo correio, e-mail ou mensagem via celular. Os interessados também poderão fazer consulta no site do Inep.

Reforço - Quem quer fazer uma revisão antes da prova, pode aproveitar que a organização não-governamental Pierre Bourdieu reabriu as inscrições para o curso pré-Enem até o dia 24 deste mês. A taxa é de R$40.

As aulas começam no dia 25, sempre aos domingos, das 8h40 às 12h40, e o curso é voltado para estudantes de escolas públicas. Interessados devem procurar a sede da Ong na Avenida Sete de Setembro, Ed. Porto Fino. Mais informações no telefone (71) 3328-2801.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Após descartar Enem, USP quer compensar aluno de escola pública

A Universidade de São Paulo (USP) pretende criar uma maneira de compensar os alunos de escola pública pela ausência do Enem no vestibular da Fuvest. Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, a instituição pretende dar ao candidato a mesma chance de obter o bônus de 6% que ele teria se fizesse o exame.

O exame nacional do ensino médio poderia acrescentar até 6% à nota final do candidato, dependendo de seu desempenho. A universidade havia decidido manter o bônus, mas ele seria calculado com base em uma prova mais difícil que o Enem: a nota da primeira fase do vestibular.

Segundo Mauro Bertotti, coordenador do grupo de trabalho que discute o vestibular, haverá uma fórmula para corrigir essa diferença e fazer com que o bônus seja o mesmo que o Enem daria. No vestibular do ano passado, o Enem ajudou em média 3% na nota.

O grupo, coordenado por Bertotti, ligado à pró-reitoria de graduação irá se reunir nesta quinta-feira, para definir o modo como essa compensação ocorrerá.

A Fundação Universitária para o Vestibular, Fuvest, responsável pelo vestibular da Universidade de São Paulo (USP), decidiu na última quarta-feira que não irá utilizar a nota Enem no vestibular 2010. Segundo informações da instituição, a realização do exame em 05 e 06 de dezembro inviabiliza a utilização de seus resultados do Enem no Vestibular USP/Fuvest 2010, por razões operacionais.

Prova
Os locais de prova da primeira fase serão divulgados no dia 16 de novembro. Acesse aqui o Manual do Candidato Fuvest 2010.

O exame acontecerá no dia 22 de novembro. No dia 14 de dezembro será feita a divulgação da lista de convocados e dos locais de exames da segunda fase que serão realizados de 3 a 5 de janeiro de 2010.A divulgação da primeira chamada será feita no dia 4 de fevereiro com matrícula nos dias 8 e 9 de fevereiro.

Cancelamento Enem
O Ministério da Educação cancelou na madrugada da última quinta-feira (30) a realização do Enem, que seria aplicado no último final de semana, 3 e 4 de outubro, para mais de 4 milhões de pessoas em todo o País. O cancelamento teria ocorrido em virtude do vazamento da prova. As provas seriam aplicadas em 113.857 salas de 10.385 escolas do País.

As suspeitas de fraude ocorreram após um homem ter telefonado para o jornal O Estado de S. Paulo informando que tinha em mãos duas das provas que seriam aplicadas no sábado pelo Ministério da Educação. Nas provas do exame de ensino médio havia questões com o poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, uma tirinha da personagem argentina Mafalda e um exercício sobre índices de desmatamento na Amazônia.

Redação Terra

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Cresce total de alunos pobres na universidade

A presença no ensino superior de alunos com renda familiar mensal de até três salários mínimos cresceu 49% de 2004 a 2006, mostram dados tabulados pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade. A fatia passou de 10,1% para 15,1%. O ingresso de alunos pobres na universidade foi impulsionado pelo ProUni. Outros motivos são a maior oferta de vagas e mensalidades menores.

Folha de S. Paulo